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Seguro de shows de Michael Jackson não cobria morte por overdose |
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A AEG Live, responsável pela série de 50 shows que Michael Jackson faria a partir do dia 13 de julho em Londres, pode ter de arcar com o prejuízo da produção do espetáculo.
De acordo com uma cópia da apólice obtida pelo jornal “The Times”, o seguro contratado pela empresa não cobria nenhuma perda caso ela estivesse relacionada ao uso indevido de drogas e seus efeitos.
De acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (7) pelo “Los Angeles Times”, o rei do pop passaria por uma segunda avaliação física feita por um médico da companhia de seguros pouco antes de morrer, em 25 de junho em Los Angeles.
O cantor passou por uma bateria de exames em fevereiro para que a AEG Live pudesse fazer um seguro pela temporada de shows na capital inglesa, mas a seguradora insistiu em um segundo exame físico mais próximo do início das apresentações.
A apólice de US$ 17,5 milhões cobria apenas “perdas”, ou seja, cancelamentos ou uma possível ausência do astro causada por acidente. A cobertura poderia ter sido expandida para morte por causas naturais ou doença, mas só depois que a seguradora analisasse os resultados da segunda bateria de exames.
Nesta quinta (6), a AEG cedeu uma cópia da apólice do seguro à mãe de Michael Jackson, Katherine. O pai do cantor, Joe Jackson, sugeriu em uma entrevista no último domingo à Fox News que havia algo suspeito na apólice da AEG.
Michael Jackson, citado na apólice como “Mark Jones”, enfrentava problemas decorrentes do vício em medicamentos na época em que morreu. Autoridades tentam descobrir em que nível o uso de drogas pode ter causado sua morte. O médico Conrad Murray é uma peça-chave no caso, mas as autoridades não o classificam como suspeito.
O presidente da AEG, Randy Phillips, disse que gastou US$ 30 milhões na produção do espetáculo, mas que espera reaver o investimento pelo seguro e ainda por meio de acordos, como um documentário contendo cenas dos últimos ensaios do rei do pop.
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